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Dicas
IGNORE O ORGASMO E FAÇA AMOR POR HORAS
Sexo prolongado: 11 dicas para ignorar o
orgasmo e fazer amor por horas
Uma
leitora reclama que seu parceiro não aguenta muito tempo de penetração. Um
leitor escreve relatando que, se está muito excitado, não consegue segurar a
ejaculação e depois, enfraquecido, prolonga o sexo como dá. Ambos se
surpreendem com a idéia do homem não ejacular e guardar energia para a próxima
noite. Foi por isso que resolvi reunir algumas sugestões para ajudar a mudar
esse cenário. Não quero, contudo, criticar a famosa rapidinha ou o sexo
cotidiano de 1 hora, apenas descrever outra possibilidade.
Antes,
alguns esclarecimentos. Quando falo “sexo prolongado”, tenho em mente um casal que fica mais de 3 horas
transando – com breves interrupções para carinho, conversa,
hidratação e alimentação – sem contar preliminares como jantar e dança. Nada
demais, mas recentemente descobri que não é uma experiência presente em todas
as camas.
Por
“ignorar o orgasmo”, me refiro a transar sem dar nenhuma importância ao orgasmo
e continuar mesmo depois de gozar. Como isso é raridade no universo masculino
(mesmo para quem consegue, a potência é bastante reduzida na segunda vez),
recomenda-se que o homem evite ejacular, enquanto as mulheres ficam liberadas
para gozar o quanto quiserem.
Ao
montar a lista, evitei dicas óbvias como “façam alguma atividade física”
(claro, é muito melhor se ambos praticam algum esporte, dança, ioga ou arte
marcial), “alternem lugares e posições sexuais” (maravilhoso se usarem a
bancada do escritório, a mesa da cozinha, a escada do prédio, de quatro, de
ladinho, em pé) ou “usem várias camisinhas” (espero que meus leitores já sejam
mestres na arte de
espalhar camisinhas pelo chão).
Muitas
sugestões são direcionadas aos homens pois nunca encontrei uma mulher que não
estivesse pronta para mais de 3 horas de sexo irrestrito. Além das dicas que se
aplicam a ambos, deixei uma sugestão de jogo para as meninas que desejam
enlouquecer a mente de seus parceiros. Dividi em “Antes” e “Durante”. Para
“Depois” indico uma promoção perfeita para quem, como eu, deseja trocar o apê
por um bangalô.
Por
fim, não confundam: nada disso é sexo tântrico. Tantra é outra coisa.
ANTES…
1. Não ejacule por 2 ou 3 dias
Duas
constatações do homem que observa seu funcionamento sexual: a ejaculação
desperdiça energia vital, diminui a qualidade da ereção e o desejo de
atravessar e penetrar sua mulher. Se você respeita sua mulher, fique 3 dias sem
ejacular antes de encontrá-la. Naquele fim de semana em que vocês não se
desgrudam, deixe para ejacular apenas no fim do domingo, ou melhor, não ejacule
e inicie a semana com 100% de vigor. Ejacular deve ser um ato consciente e não
uma necessidade. Para aguentar mais de 3 horas de sexo, direcione a energia
acumulada e mantenha potência total até levar sua mulher à exaustão. Ainda
assim, você tem a liberdade de não ejacular, o que muitas vezes acontece
simplesmente porque ela, depois de gozar várias vezes, acaba dormindo.
2. Sente-se imóvel em silêncio
Para
não reagir ao impulso de gozar e aprender a ficar presente, sem cair em
pensamentos e emoções autocentradas que tencionam nosso corpo (o que só aumenta
nossa necessidade de ejacular para liberar o stress), existe o milenar método
da meditação. É bastante simples: sente-se e fique imóvel em silêncio por uns
15 minutos. Observe como nossa mente é arrastada por vários pensamentos e como
a energia de nosso corpo oscila. Com a prática, você treina liberdade frente
aos impulsos, estabiliza a energia e intensifica sua presença no mundo, algo
que aprofundará o prazer na cama.
3. Aja como se já estivesse na cama
O
melhor jeito de fazer sexo sem fim é não colocar um começo. Antes do beijo,
longe da cama, eles se movem como se já estivessem deitados transpirando a
noite. Ou seja, fazem amor com todas as coisas ao redor, deliciam-se com o
vinho, piscam de prazer. Ele toca nas coisas como se estivesse tocando nela:
com firmeza e delicadeza, sabendo o que está fazendo e para onde vai, mas sem
pressa alguma de chegar. Ela abre o sorriso como se estivesse tirando a saia.
Então, quando ele começa a penetrá-la, ambos tem a certeza de que aquilo já
estava acontecendo. Aí o difícil é descobrir como terminar aquilo que nunca
começou.
4. Se não estiver disposta(o), nem comece
Não
temos a obrigação de finalizar uma noite quase perfeita com sexo. Se chegarmos
cansados, é melhor dormir do que fazer um sexo displicente, sem vigor, apático.
Se a mulher está animada, o homem pode tomar um banho gelado para ficar no
ponto (acredite, fazemos isso). Se é o homem que está pronto, a mulher pode se
deixar levar até ficar excitada e pedir pela penetração. No entanto, nem sempre
isso acontece naturalmente – e se há esforço, é melhor deixar para depois. O
ponto é não aceitar nada menos do que um sexo vigoroso, atento, com total
presença de ambos.
DURANTE…
5. Respire profundamente e absorva o outro
Enquanto
algumas mulheres fazem uma respiração pulmonar, superficial, agitada durante o
sexo, muitos homens não sabem que soltar a barriga é um dos melhores modos de
prorrogar a ejaculação. Sem vergonha, ambos podem perder a pose e respirar
profundamente pelo abdômen durante o sexo. A contração usual da barriga deve
ser transferida para os músculos pélvicos. Em vez de reter, meter. Aceitação
sem filtros, a respiração é nosso grande convite ao outro e à vida: “Traga o
que quiser, venha como vier: eu vou te abocanhar, engolfar e absorver tudo até
te devolver, completamente transformada, a si mesma”.
6. Não tente controlar o orgasmo
Com
a prática da respiração consciente, descobrimos que podemos nos movimentar
freneticamente como animais e, ao mesmo tempo, respirar lentamente como deuses.
Tal estabilidade gera o destemor que precisamos para chamar o mais intenso
prazer. Avançar até o orgasmo em vez de evitá-lo. Para não ejacular, não fique
se controlando. Quando você coloca um limite, todos os estímulos se tornam
perturbadores e o empurram ao orgasmo. Nas preliminares, faça o teste das cócegas:
se uma leve carícia, na axila ou na cintura, o fizer tremer como uma criança,
respire e aprofunde sua entrega sensorial. O mesmo vale para as mulheres.
O
caminho é inverso: vá até o fim, relaxe, se solte, permita que o prazer aumente
em vez de impedi-lo e travá-lo. Para homens: quando sentir que for gozar, pare
um pouco, troque de posição e continue até adquirir confiança para ultrapassar
o ponto no qual você estava acostumado a se desesperar. Para mulheres: veja se
gosta de segurar por muito tempo ou, se isso a distanciar do orgasmo, goze
várias vezes enquanto ele treina não ejacular.
Para
o casal, eis o processo rumo a níveis mais profundos de prazer: onde antes
tremíamos em uma experiência de pico, agora repousamos em um céu de gozo sem
origem, fim, eu, outro, dentro ou fora. O pico do prazer, se quiser ser
considerado orgasmo, terá de ser cada vez mais arrebatador para conseguir nos
fazer cair, desfalecer, estremecer.
7. Proponha o jogo da ereção constante
Se
hoje gozamos facilmente, é porque ainda não entendemos o jogo. Caso contrário,
não trocaríamos horas de prazer revitalizadores por horas de cansaço sonolento.
Faríamos de tudo para evitar que o orgasmo acabe com a brincadeira. Pois bem,
para reconhecer um jogo, invente e simule-o até perceber que ele sempre esteve
ali. Quando seu marido chegar em casa, diga que você não o deixará descansar
por 3 horas seguidas. Então use mãos, peitos, lábios e pés para sustentar a
ereção dele nos intervalos entre uma penetração e outra. A idéia é que ele não
caia por nem um minuto.
Depois
de meia hora, se você der sorte, ele terá ultrapassado vários picos de prazer e
estará em uma condição livre, imperturbável. Nada no mundo consegue chacoalhar
um homem assim – presente, lúcido, desperto. Acredite, você vai ter de implorar
para ele gozar. Talvez você se coloque de joelhos, não por prazer, mas por
cansaço: para fazê-lo parar. ;-)
8. Abuse do Lubrificante
Quando
o casal descobre a diversão escondida logo depois das primeiras tentativas que
o orgasmo faz para nos tirar do jogo, ou quando explora a diversão escondida
logo atrás, entra em cena o famoso lubrificante. Já que a lubrificação natural
não dá conta de 5 horas de penetração, algum homem bom de cama sentiu
necessidade de inventar uma substância parecida com as secreções de prazer que
soltamos naturalmente.
9. Faça intervalos
Junto
com a diversão, podem surgir alguns problemas. Eu mesmo já passei mal, vi cores
no escuro do quarto, alucinei e quase desmaiei durante uma noite dessas. Como
nossa mente não é estável, brincar com a energia sexual nem sempre é saudável.
Para evitar ocorrências do tipo, recomendo intervalos regulares para tomar água
e comer frutas ou castanhas. Algo leve. Você pode tentar aproveitar o tempo
para ficar um pouco longe dela, mas não vai adiantar: “Amor, traz chocolate?”.
10. Saiba brochar
Todo
mês, em qualquer banca de revistas, temos acesso a 181 técnicas (sempre
inéditas!) para produzir super orgasmos múltiplos de 10 minutos em sua mulher.
Desconfio que isso vem trazendo um pouco de ansiedade para nossa mente
masculina. Nada que não seja simples de superar. Lembre-se que não temos
responsabilidade alguma sobre o prazer das mulheres. Não há problema algum em
falhar por completo. Desculpas e justificativas são desnecessárias.
Anote
aí sua frase de redenção: o
orgasmo é a coisa mais brochante do mundo! Demorou para abrir a
camisinha, a boca dela não colaborou, o cansaço se impôs, a mente ficou
confusa… Tudo isso pode ser rapidamente revertido, mas é muito difícil se
levantar depois de ejacular. Para se recuperar de uma brochada, basta
reconhecê-la e não tentar se livrar da situação desconfortável. Jogue a
camisinha no chão, desista de tentar, aceite a derrota e sorria. Se não fizer
isso, aí sim cairá em uma brochada clássica irremediável. Se, ao contrário, rir
e se soltar, de repente suas mãos estarão passeando no corpo dela e a situação
toda se levantará de novo.
11. Durante o prazer intenso, foque o outro
É
muito comum encontrarmos mulheres e homens que, para gozar, se concentram em
suas próprias sensações e até fecham os olhos, enclausurados, contraídos, como
adolescentes em seus primeiros orgasmos. Para evitar que o sexo se transforme
em uma masturbação a dois, o caminho é o inverso. Quando estiver se perdendo
dentro de si mesmo, direcione seu olhar ao outro, ofereça seu prazer, mergulhe,
solte, arranhe seu homem, enfie, enterre, meta com mais força em sua mulher. Só
gozamos quando estamos distraídos acompanhando nossas sensações.
Diante
de nossa experiência sensorial e subjetiva, temos duas opções: reprimir e
controlar ou ceder e gozar. Ambas acabam com o prazer. A verdadeira saída da
prisão adolescente está diante de nossos olhos: a experiência sensorial e
subjetiva do outro.
Ficamos presentes e abertos ao prazer na medida em que adentramos nosso
parceiro e nos liberamos do autocentramento. É possível respirar o outro para
dentro, fazer sua energia circular em nosso corpo e, simultaneamente, penetrar
o outro e sentir por dentro e para além dele. Em uma posição, estremecemos e
enlouquecemos (choramos e sorrimos) quando somos possuídos. Em outra, avançamos
furiosos quando atravessamos e rendemos o outro.
A
fúria mansa masculina e a doce loucura feminina nos levam para além do orgasmo.
É esse o verdadeiro prazer (inseparável do que chamamos de amor): ficar
presente, sentindo tudo, completamente aberto. Se o homem se abre para as
sensações da mulher, a ereção não oscila. Se a mulher se abre para a potência
que vem dele, ela se sente penetrada para além do corpo. Só esse gozo é capaz
de realmente satisfazê-la.
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